And counting. A próxima segunda é dia de Sant Jordi (São Jorge), que seria um soldado romano nascido em Capadócia e, no caso da Catalunya, seu padroeiro. Para mim, é um dos dias mais bonitos do ano em Barcelona e uma das experiências mais divertidas de viver. Explico muito por cima.
A lenda conta que o dragão, monstro feroz, instala-se nas redondezas do vilarejo de Montblanc (Tarragona). Para evitar o pior, os habitantes da vila decidem sacrificar uma pessoa a cada dia, escolhida por sorteio, para saciar a fome da besta-fera. Chega a vez, no entanto, da filha do rei: ela também deve ser sacrificada para garantir a sobrevivência dos demais.
Aqui surge a figura de São Jorge: ele vence o dragão e livra a donzela da morte. O rei, em agradecimento, decide que a sua filha deve se casar com o cavaleiro, mas ele recusa e parte da vila sem mais. Essa, pelo menos, é uma das muitas versões.
Para recordar essa história, e porque São Jorge também é o padroeiro dos apaixonados em Catalunya, as ruas de Barcelona se enchem de livros e rosas nesse dia. Os homens dão uma rosa de presente às mulheres e elas um livro para eles. Os mais conservadores dizem que só podem participar os namorados e os casais, mas muitos amigos também celebram o dia. O 23 de abril também é o dia da morte de Cervantes (além do dia do livro, lógico, que deixei escapar!), e por isso há uma explicação mais completa sobre a troca de livros (clique aqui, em castelhano).
Lógico que o apelo comercial existe. As editoras e livrarias aproveitam a ocasião para montar barracas nas ruas das principais cidades da Catalunya. Nelas, vendem lançamentos e os livros encalhados, organizando também sessões de autógrafos para atrair o público. As previsões para este ano, segundo a Europa Press, são de 20 milhões de euros em vendas.
Terça-feira, portanto, nesse mesmo blog, histórias e fotos.


