Meninos, eu vi. Vi HQs de todos os tipos e para todos os gostos; garotos que não alcançavam o livro mais ao fundo do balcão; senhores que, tocando com as mãos, não acreditavam no que viam; adolescentes fantasiados de seus personagens preferidos; e mais HQs.
Não sou um grande conhecedor do tema e, por isso, seguramente desperdicei oportunidades únicas do 25º Salón Internacional del Cómic de Barcelona (daquelas que um verdadeiro amante da arte nunca se permitiria). Mas, sim que fiz escolhas, ainda que nada arriscadas. Trouxe para casa:
- El final de la guerra – Reseñas biográficas de Bosnia (1995-96), Joe Sacco;
- Snoopy y Carlitos – 1957/1958, Charles M. Schulz;
- Pyongyang, Guy Delisle.
Esse último é a minha grande descoberta que aconselho. Canadense, Delisle conta o que viu durante uma visita de trabalho à capital norte-coreana. O humor, os detalhes e os traços fazem do livro uma leitura para não largar mais e recomeçar. Ele explica, por exemplo, que já não existe animação na França porque as empresas do setor subcontratam desenhistas na Coréia do Norte.
A programação do salão incluiu oficinas de desenho, conferências e apresentações e mesas-redondas. Eram muitos os autores chamados para autografar, e alguns estandes até separavam os fãs em filas exclusivas para cada assinatura. Além disso, organizaram exposições de 300 (Frank Miller), Asterix e Pablo Auladell (desenhista de Alicante), entre outras.
Só faltou a companhia de um amigo conhecedor (André, por onde andava?) que apontasse os HQs imperdíveis e essenciais.








