No último sábado, a caminho do show do Roger Waters em Barcelona, passei ao lado da pira olímpica dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992. Lembrei então daquela expectativa pela pontaria do arqueiro: o tiro deveria ser preciso (ou pelo menos minimamente correto) para acender a Pira Olímpica.
Todos lembram que a flecha não atingiu o alvo e que um dispositivo automático evitou o desastre, como revelou um vídeo amador. A falha humana, tão imprevisível no esporte e em todos os aspectos da vida, teve uma merecida participação na festa de abertura. Hoje publicaram uma notícia que me chamou a atenção: pelo visto, as falhas humanas e técnicas não serão bem-vindas nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Segundo a matéria do El País (leia aqui), a tocha olímpica que dará a volta ao mundo nos próximos meses é um autêntico experimento científico. Ou melhor, parece um engenho incrível de um livro de ficção dos mais inocentes.
Ela em pessoa:
As qualidades da tocha são:
- Feita em alumínio;
- Resistente a ventos de até 65 Km/h;
- Resistente a chuvas de até 50 milímetros;
- Capacidade para continuar acesa durante 15 minutos;
- Resistente à corrosão e à perda de cor;
- Sistema de queima desenvolvido pela agência espacial chinesa.
Me pergunto: estamos para tanto?
Um dia desses voltarei ao Estádio Olímpico de Barcelona para lembrar daquela cena: a flecha que, imprevisível sem nunca atingir o alvo, silenciou milhões de (tele)espectadores de todo o mundo e ficou na memória.



