Com tais palavras, Don Felipe, Príncipe de Asturias, definiu ontem o estado de ânimo da família real espanhola pelo nascimento de sua segunda filha com a princesa Letizia Ortiz Rocasolano. Como em muitas histórias da realeza, a infanta (filha de reis ou príncipes, porém não herdeira do trono) terá o mesmo nome da avó, no caso, a rainha Sofía.
E porque a realeza necessita se adaptar constantemente à atualidade, o anúncio oficial do nascimento foi feito com uma mensagem SMS enviada a veículos de comunicação e a jornalistas habituados a cobrir temas relacionados à família real. Dizia:
“Prensa Zarzuela. 17.28 h. S.A.R la Princesa de Asturias ha dado a luz a una niña”
Para muitos espanhóis, ontem foi um dia especial. Do mesmo modo que o nascimento da primogênita, infanta Leonor, ou o casamento dos príncipes. A infanta Sofía é a oitava neta dos reis da Espanha, ocupando o terceiro lugar na linha sucessória da coroa.
Para quem não está acostumado à monarquia, é interessante ver como o nascimento de um herdeiro real tem menos importância em Catalunya. A identificação histórica dos catalães como não pertencentes ao mundo espanhol se vê mais acentuada na maneira como muitos reagem a fatos de maior transcendência para Espanha.
Um exemplo: ontem, enquanto as emissoras de tevê espanholas transmitiam ao vivo da maternidade, o principal canal catalão mantinha a normalidade sem alterações na grade de programação. Pela noite, dois canais apresentavam programas especiais de mais de uma hora sobre a “história de amor” dos príncipes, enquanto o canal catalão transmitia uma gravação do último jogo do Barcelona.
Um pouco como diz a Glòria, catalã de toda vida:
- L’important és l’important.



