Más notícias de casa. Com a decisão do ETA de suspender o cessar-fogo no último dia 5, anunciando a retomada das atividades da organização “em todas as frentes” a partir da zero hora do dia seguinte, o clima político na Espanha é outro. Há uma certa escalada de tensão, e de novo a disposição em cada lado de demonstrar força.
Se antes a preocupação do governo espanhol era aprofundar o diálogo, agora as decisões se centram em como dar uma resposta adequada ao anúncio do ETA (o comunicado está disponível na íntegra aqui). No dia do rompimento do cessar-fogo, Zapatero disse que o ETA “volta a se equivocar” (sua declaração está disponível na íntegra aqui). O porta-voz da ilegalizada Batasuna e líder do braço político do ETA, Arnaldo Otegi, por sua vez, responzabiliza o Executivo de Zapatero e o Partido Nacional Basco pela decisão, “que corresponde única e exclusivamente ao ETA”.
Agora mesmo, enquanto escrevo, saem mais informações sobre a prisão do mesmo Otegi, anunciada hoje pelo Tribunal Supremo. Ele foi condenado a 15 meses de reclusão por enaltecimento do terrorismo e se encontra na prisão de Martutene. Ontem, a Polícia Nacional espanhola prendeu três membros do ETA na cidade francesa de Bagnères de Bigorre. Segundo a versão oficial, eles estariam preparados para cruzar a fronteira e participar de atentados.
O Estado espanhol retoma medidas de segurança, enquanto o ETA volta a dar demonstrações de que atuará mais vezes. Não sei até que ponto a Catalunya pode ser considerada um “alvo” do ETA. Na verdade, muito pouco, uma vez que a Catalunya, assim como o País Basco, quer mais independência do Estado espanhol. O ETA, portanto, atacaria a si mesmo se cometesse outro atentado contra Catalunya.


