Mais casos nos jornais de violência contra a mulher. Cada dia, edição após edição, os diários espanhóis publicam títulos de esposas esfaqueadas, ex-namoradas assassinadas a tiros, companheiras espancadas, divorciadas degoladas pelos ex-maridos que não aceitam a separação etc.
Também há outro tipo de violência presente, como é o caso do (não) direito ao aborto. Ontem o El País tocou no tema de mulheres que decidem realizar o aborto na França devido à pressão de setores católicos (Las españolas vuelven a abortar fuera). Espanha, em geral, continua extremamente conservadora.
Também ontem pela noite, a Laia, uma das minhas companheiras de apartamento, perguntou se podia guardar a página dessa matéria (eu havia comprado o jornal pela manhã). Foi quando me lembrei de que no banheiro de casa há um cartão postal com uma foto de uma manifestação a favor do direito ao aborto. “Sabe de que época é essa foto?”, quis saber. Laia responde: “Dos anos 70. Dos anos 70”.
Comento esses temas porque faz pouco mais de uma semana comecei a escutar o Jukebox, novo álbum de Cat Power. Ela gravou covers, e uma delas é Woman Left Lonely, de Janis Joplin (curtiu Shirlei?). Ontem, não pude deixar de escutá-la uma vez mais depois de ler o que li e do diálogo com a Laia. Escuta aqui (o play no pé da tela), com a letra original (de lyricsfreak.com):
A woman left lonely will soon grow tired of waiting,
She’ll do crazy things, yeah, on lonely occasions.
A simple conversation for the new men now and again
Makes a touchy situation when a good face come into your head.
And when she gets lonely, she’s thinking bout her man,
She knows he’s taking her for granted, yeah yeah,
Honey, she doesn’t understand, no no no no!
Well, the fevers of the night, they burn an unloved woman
Yeah, those red-hot flames try to push old love aside.
A woman left lonely, she’s the victim of her man, yes she is.
When he can’t keep up his own way, good lord,
She’s got to do the best that she can, yeah!
A woman left lonely, lord, that lonely girl,
Lord, lord, lord!


