Esse post vai dedicado ao Danilo e à Rafa, casal de amigos que está para chegar. Duas companhias ideais para uma boa mesa, caminhadas sem hora e dias de praia.
- Paciência com os espanhóis e catalães. Eles, afinal, não são brasileiros.
- Na Eixample, nada de atravessar fora da faixa de pedestres –é preciso caminhar mais, sim! As esquinas são diferentes, e diminuem o campo de visão dos motoristas.
- Disciplina com a pontualidade, mesmo com os novos amigos. Aqui, 14h15 é muito diferente de 14 horas.
- Não se decepcionem com as frutas. Elas são assim mesmo, sem sabor, sempre verdes e caras. Algumas, pobres, chegam de avião, como é o caso da banana e a manga. Natural que estejam verdes na prateleira e passem do ponto rápido. Estresse de viagem.
- Não esqueçam de trazer tesoura ou cortador de unha. Muito caros aqui.
- Cheguem com disposição para andar de bicicleta. Mais agradável que o metrô, menos poluente que o ônibus e mais rápido que andar.
- A água do chuveiro é “dura” mesmo, ou seja, deixa manchas brancas de cal e afeta a pele e o cabelo.
- Aqui não há fartura de comida. As pessoas passam pão no prato, comem cada pedaço de fruta e tomam vinho até a última gota. Difícil ver quem, no restaurante ou em casa, desperdiça comida.
- Tampouco sobra espaço. Essa é uma percepção interessante para quem chega da América, onde tudo é amplo e arejado. Os restaurantes, os apartamentos, as escadas, os banheiros, os comércios etc. são muitas vezes diminutos, comparados com o que temos aí no Brasil.
- Pode tomar água da bica? Sim, mas tem gosto de burro quando foge.
- Poucos pedem desculpas quando esbarram na rua ou onde seja. Portanto, paciência também com isso, mas nunca deixam de dizer vocês desculpa. Quem sabe as pessoas daqui aprendem um pouco de boas maneiras.
- Para economizar, só cerveja e “vino de la casa, por favor” em bar. Para mais qualidade, melhor tomar em casa mesmo.
- Tem perigo nas ruas? Não, e isso vale para as 4 da manhã no Bairro Gótico (pelo menos essa é a minha sensação, muito subjetiva e passível de mudanças). Toda cidade tem das suas, mas aqui é difícil que alguém chegue com arma branca ou de fogo. O que sim há são batedores de carteira, inclusive no metrô.
- Nada de comprar carne no Dia. Nem vira-lata aceita. Melhor no Mercadona ou açougues de bairro (ainda que mais caros).
- No comércio, paciência também com o atendimento. Há poucas pessoas atendendo, e aqui é comum bater papo enquanto se compra ou deixar o cliente em paz. Em um café, por exemplo, pode acontecer de demorarem a atender ou mesmo fingirem que não vêem.
- Para as compras de frutas e verduras da semana, melhor os mercados municipais de bairro. Eles sobrevivem aqui e são uma diversão. Batam papo também com os atendentes, e vejam como é bacana.
Tem mais? Sim, lógico, mas já basta por hoje.


