A volta para casa foi tranqüila e especial. Sem tempo nem para desfazer a mala, fui diretamente para a casa do Luís. Jogo do Barcelona é sagrado para encontrar velhos amigos. Por isso, também estavam o Danilo e a Rafa. Não foi dessa vez que o Barça seguiu em frente na competição, mas eu, sim, tive motivos para celebrar a minha volta.
Isso porque as queridas companheiras de apartamento me esperavam com um cartão de boas vindas (”Benvingut a casa”, dizia), bom vinho e conversa até tarde. Fiquei sabendo de suas novidades e compartilhei as minhas. No fim da noite, estávamos todos sorridentes e felizes de voltar a formar um trio imbatível da Travessera de Gràcia.
Hoje, dia útil para quem trabalha, foi a vez de buscar na polícia a tão esperada residência. A partir de agora, posso ser contratado para qualquer trabalho como se fosse um espanhol. A carteira de identidade de estudante não o permitia, e por isso o sorriso na boca agora que tenho a residência. Trata-se de um cartão de plástico, é verdade, mas que faz uma baita diferença. Na Espanha, é quase como uma senha secreta para ser contratado.
E como sempre queremos mais, aproveitei para visitar o Consulado de Portugal em Barcelona para saber como anda o meu pedido de nacionalidade portuguesa. Nenhuma novidade por enquanto. Mais pra frente, disse o funcionário. Esperemos, então.


