O bairro nosso de cada dia pode ser uma segunda casa – fica fácil notar se mudam os móveis ou a cor das paredes. Depois de um mês fora, percebi algumas diferenças em Gràcia. A principal delas era um tal Franki, sobre quem nunca tinha ouvido falar, mas que deveria estar em apuros, considerando as pichações com o seu nome pedindo liberdade e a sua volta a casa.
Tardei até hoje para saber a história de Franki. O El Periódico de Catalunya publicou notícia (clica aqui) sobre dois jovens que, após comprar entradas para a Sagrada Família com o objetivo de protestar, ocuparam a cabine do guindaste mais alto das obras de construção do templo.
Lá encima, estenderam uma bandeira independentista catalã e acenderam um sinalizador de fumaça para chamar a atenção de quem caminhava pela zona. O motivo: pediam a liberdade de Franki (Francesc Argemí), jovem de Terrassa condenado a dois anos de prisão por “ultraje à bandeira espanhola”.
Desconheço a lei espanhola, mas sei que ser preso na Catalunha por desrespeito à bandeira de Espanha tem um significado maior, de fortes conotações culturais e políticas. Pela tarde, enquanto estendia a roupa no varal, pude escutar um grupo gritando na rua “Franki-de-Terrassa. Lli-ber-tat!!! Mais informação aqui.



