Dois fenômenos tomaram conta de Barcelona nos últimos dias, ambos relacionados com o mau clima. O primeiro deles: há 12 anos não chovia tanto na urbe. Os pés molhados, as ruas sem secar e os casacos impermeáveis modificaram a aparência urbana, em geral característica de uma cidade de pouca ou quase nenhuma chuva.
Foram mais de 48 horas de água caindo, de sair protegido à rua e, mesmo assim, voltar para casa com a bainha da calça molhada. Imagino que as locadoras de vídeo tenham lucrado mais do que em meses, e quem sabe alguns turistas até tenham detestado Barcelona pelo mau tempo nada amigável.
Outro dos fenômenos: os guarda-chuvas mortos. Jamais havia visto tantos guarda-chuvas deixados pelo caminho. Na estação Jaume I, por exemplo, havia oito esquecidos em um canto, torcidos e quebrados pelo vento.
Pelas ruas, era possível ver o momento exato dessas mortes, quando as pessoas, surpreendidas pelo vento, acabavam com os seus guarda-chuvas virados do “avesso”. Vi mais de uma pessoa que, depois disso, procurava uma lata de lixo para se livrar do seu guarda-chuva já sem vida.



