Per a tothom
Um blog em CatalunyaArquivo para El sonido
Trilha BCN
Músicas que me tocaram em fevereiro:
Happiness Is, Vince Guaraldi Trio, A Boy named Charlie Brown
Indefinitely, Travis, The Invisible Band
Pensando en volver, La buena vida, Vidania
Everything Depends On You, Chet Baker & Kenny Burell, Jazz ‘Round Midnight
Enchantment, Corinne Bailey Rae, Corinne Bailey Rae
You Know I’m No Good, Amy Winehouse, Back To Black
All I Need, Radiohead, In Rainbows
Something, Beatles, Love songs
Respect, Alliance Ethnik, Simple & Funky
Battleships, Travis, The boy with no name
Beatlemania em BCN
Sábado passado foi dia de Beatles. Tocaram aqui em Barcelona, e falam catalão perfeitamente! Foi o que demonstraram nos intervalos entre uma música e outra, contando piadinhas para romper o gelo inicial.
O show aconteceu na Sala Bikini (Deu i Mata, 105 – mapa aqui), onde estávamos público e músicos da Abbey Road, “la banda tributo Beatle más importante del panorama Español, con un repertorio que hasta la fecha recogía los más grandes éxitos de la banda Británica durante el periodo 1962 – 1966. Ahora amplia su repertorio a la segunda época, hasta 1970″.
Somewhere in her smile she knows,
That I don’t need no other lover.
Something in her style that shows me.
I don’t want to leave her now,
You know I believe in how.
Por isso digo que os Beatles falam catalão: os Abbey Road - quintos na lista de melhores clones mundiais dos ingleses - são uma cópia verdadeira da banda original: cabelos, roupas, acordes e atitude no palco. Sempre me perguntei como deve ser isso de viver (e, mais ainda, tocar) imitando outro, mas parece que esse questionamento só passava pela cabeça durante o show. Os músicos tocavam animados para uma platéia empolgada. Havia duas meninas ao meu lado, por exemplo, que se comportavam como as fãns do passado, e estou seguro de que pulariam no palco se fossem os autênticos Beatles.
I look at the world and i notice it’s turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps
Os Abbey Road chegam ao requinte de vestir roupas confeccionadas a partir de desenhos originais. Havia uma sinceridade recíproca no ar: a banda respeitava o carinho do público pelos Beatles, enquanto a platéia admirava a tentativa dos músicos de reviver o sonho. Penso que podiam estar mais “soltos”, como nos bis. Em vez disso, todo o show soava como um CD de estúdio, com sonoridade muito certinha.
It’s wonderful to be here,
It’s certainly a thrill
You’re such a lovely audience,
We’d like to take you home with us, we’d love to take you home.
A banda já realizou mais de 1.500 shows, em quatro continentes. É muita estrada, e por isso continuo pensando como será isso de viver de imitar. Que deixe um comentário quem faz algo semelhante.
Super terça
Faz sol em Barcelona, o frio agrada e a conta bancária volta a sorrir. Combinação perfeita para fazer planos. A terça-feira de hoje tem:
Exposição Amazônia, Brasil pré-histórico, Museu Barbier-Mueller d’Art Precolombí, na Rua Montcada, 14. Anotado.
Também é dia de comprar frutas e verduras, que as prateleiras estão renovadas . Já veremos.
Promete também um retorno à Bodega Marín para um vinho e um petisco. Melhorando.
Ou quem sabe, uma sessão no Verdi e ver como está Juno ou 4 meses, 3 semanas e 2 dias. Vamos bem.
Pode ser uma visita à Parròquia Sant Ferran, para escutar o coral de gospel que se apresenta cada semana. Me disseram que vale a pena.
Na Ciutat Vella, há uma exposição com fotos da transformação de Montjuïc, entre 1915 e 1923, quando remodelaram a colina.
Mas posso também fazer dessa terça-feira uma super terça do esporte, saindo de bicicleta ou matriculando-me na natação. Tô mais para essa opção.
Em todo caso, sempre há alternativa de não inventar nada e simplesmente, numa mesa qualquer de bar, pedir uma dose para observar quem vem e quem passa.
Trilha BCN
Músicas que me tocaram em janeiro:
Love is a losing game; Amy Winehouse; Frank
No cars go; Arcade Fire; Neon Bible
L.A. Jazz Song; Booker T. & The M.G.’s; Melting Pot
You Don’t Know me; Caetano Veloso; Transa
Woman Left Lonely; Cat Power; Jukebox
False Alarm; KT Tunstall; Eye To Telescope
High Rise; Ladytron; Witching Hour
Marchand De Cendres; Souleymane Diamanka; L’Hiver Peul
Please Please Please Let Me Get What I Want; Clayhill; This is England (OST)
Trilha BCN
Mais casos nos jornais de violência contra a mulher. Cada dia, edição após edição, os diários espanhóis publicam títulos de esposas esfaqueadas, ex-namoradas assassinadas a tiros, companheiras espancadas, divorciadas degoladas pelos ex-maridos que não aceitam a separação etc.
Também há outro tipo de violência presente, como é o caso do (não) direito ao aborto. Ontem o El País tocou no tema de mulheres que decidem realizar o aborto na França devido à pressão de setores católicos (Las españolas vuelven a abortar fuera). Espanha, em geral, continua extremamente conservadora.
Também ontem pela noite, a Laia, uma das minhas companheiras de apartamento, perguntou se podia guardar a página dessa matéria (eu havia comprado o jornal pela manhã). Foi quando me lembrei de que no banheiro de casa há um cartão postal com uma foto de uma manifestação a favor do direito ao aborto. “Sabe de que época é essa foto?”, quis saber. Laia responde: “Dos anos 70. Dos anos 70”.
Comento esses temas porque faz pouco mais de uma semana comecei a escutar o Jukebox, novo álbum de Cat Power. Ela gravou covers, e uma delas é Woman Left Lonely, de Janis Joplin (curtiu Shirlei?). Ontem, não pude deixar de escutá-la uma vez mais depois de ler o que li e do diálogo com a Laia. Escuta aqui (o play no pé da tela), com a letra original (de lyricsfreak.com):
A woman left lonely will soon grow tired of waiting,
She’ll do crazy things, yeah, on lonely occasions.
A simple conversation for the new men now and again
Makes a touchy situation when a good face come into your head.
And when she gets lonely, she’s thinking bout her man,
She knows he’s taking her for granted, yeah yeah,
Honey, she doesn’t understand, no no no no!
Well, the fevers of the night, they burn an unloved woman
Yeah, those red-hot flames try to push old love aside.
A woman left lonely, she’s the victim of her man, yes she is.
When he can’t keep up his own way, good lord,
She’s got to do the best that she can, yeah!
A woman left lonely, lord, that lonely girl,
Lord, lord, lord!
Trilha BCN
Há músicas que me fazem parar, esquecer por um momento a vida cotidiana e pensar: “caramba, e não é que eu tenho o privilégio de viver nessa cidade tão bonita?!”. Aconteceu nesse fim de semana, voltando para casa pelo Passeig Sant Joan: You don’t know me, Transa, Caetano.
Barcelona que vive do verão
Sinais de que o verão se aproxima mais e mais de Barcelona:
- Bicicletas por todos os lados;
- Cores vivas, cores!;
- Azul no céu e verde no Mediterrâneo;
- De volta as bermudas, camisetas, saias, sandálias, chinelos etc.;
- Horário intensivo em muitas empresas (trabalho só até as 15 horas!);
- Companhias ligando com ofertas de ar condicionado;
- Janelas abertas no trânsito;
- Calor infernal na estação da Plaça Catalunya;
- Cortinas que escapam de casa com o vento da tarde;
- Noite que só chega pelas 21h30;
- Praieiros no metrô;
- Protetor solar na mochila;
- Turistas nórdicos vermelhos de praia;
- Suor na pele;
- Fila nas sorveterias reabertas para a temporada;
- A impressão de que as músicas também mudaram de ritmo;
- Grupos de amigos no parque da Ciutadella;
- Jardins públicos com gente dormindo na grama;
- O clima gostoso de verão de cidade beira-mar.
São esses os sinais, e muitos outros mais, de que Barcelona já vive do verão.
Ahora, Seul
Per tothom se muda para Seul. Viagem de 10 dias à capital sul-coreana, com prováveis efeitos colaterais: posts breves, fotos mal cortadas e nenhuma novidade sobre Barcelona.
A trilha sonora da viagem?
Pois, algo assim:
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Duper sessions
Sondre Lerche and the Faces Down Quartet
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Batiscafo Katiuscas
Antònia font
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El mundo cabe en una canción
Fito Paez
Aos 80 anos de história
El músico que acompasó la historia del mundo
El País
Nota final de Rostropóvich
El Periódico de Catalunya
Rostropovich muere a los 80 años
La Vanguardia
Mstislav Rostropovich, 80, Dissident Maestro, Dies
The New York Times
Slava at Seventy-Five
The New Yorker


