Per a tothom

Um blog em Catalunya

“Estoy harto de esta vida”

Barcelona quer saber quantas pessoas vivem na rua. A prefeitura da cidade, a Fundación Un Sólo Mundo, de Caixa Cataluña, e a Red de Atención a Personas sin Techo de la ciudad de Barcelona, criaram o projeto Recuento de Personas en la Calle 2008 para encontrar o número mais aproximado de pessoas vivendo sem moradia.

Na noite do último dia 12 para o 13, 700 voluntários participaram da iniciativa caminhando pelas ruas e tentando encontrar as pessoas sem um lar. Os resultados serão divulgados ainda esse ano, e qualquer um pode participar do projeto ajudando nas caminhadas noturnas. Alguns pontos da urbe foram escolhidos previamente devido ao conhecimento de outras entidades de que servem de abrigo improvisado.

A estimativa é de que 900 pessoas de Barcelona podem ser consideradas “sem teto”. Durante o dia e a noite, elas são visíveis para o olhar mais atento. Alguns bancos chegam até a trancar as portas dos caixas eletrônicos para impedir a entrada de quem necessite dormir (aqui faz frio no inverno e não é necessário cartão para entrar no caixa eletrônico).

Os dados mais recentes demonstram que é cada vez maior o número de imigrantes vivendo nas ruas, devido principalmente às dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. “Estoy harto de esta vida. Harto”, disse um pescador à repórter do El Periódico de Catalunya que acompanhou os voluntários.

Domingo de Ramos

O policial já não deixava passar. Nada de carros, bicicletas, patinetes. Nada. Afinal, era dia de ramos.

Aquela mesa

Outro dia escrevi sobre um dos meus cantinhos na cidade e fiquei devendo fotos. Aqui estão:

mesa.jpg mesa2.jpg

Essa classe de diversão

Algumas noites, deita na cama com as luzes já silenciadas. Toca nos ouvidos a música de uma banda recém-descoberta, baixinho, para não incomodar os pensamentos sadios desse repouso íntimo. Parece ser a ocasião mais alentadora do dia, quando passam pela cabeça os amigos, a família, planos de futuro, mulheres que gostaria descobrir, possíveis viagens e nada, zero de zero, do menos divertido do dia.

Uma companheira de cama, com quem pudesse trocar carinhos e toques de paixão, seria bem-vinda, porque é de todos essa carência inocente da meia-noite. Mas é preciso esclarecer que, se assim fosse, seria outra maneira de estar desperto. Aqui, com as luzes apagadas, sozinho no quarto, a música tocando baixinho, a diversão passa por estar consigo mesmo.

para escutar o que escutava

Ser único exige também essa classe de diversão, para a qual nem mesmo a pessoa amada é convidada. Em As invasões bárbaras, o protagonista, rodeado de familiares e amigos queridos, chega a uma solução. Na verdade, a uma decisão definitiva, dele somente. Do diálogo interior que trava, não participam amigos e familiares, ainda que o seu amor seja fundamental.

“Estar só para saber estar acompanhado”. No quarto, a música baixinho nos ouvidos, adormece com esse pensamento.

Babilônia no Louvre

© RMN/ G. Blot

Imagem: © RMN/ G. Blot

A exposição francesa sobre o império caído aproxima a lenda do histórico, enchendo olhos e alma do visitante.

Adoraria ir, mas por enquanto fico (ficamos todos) com uma visão geral e a boa informação disponível na internet (clica aqui).

Boa visita.

“O encontro mudo das duas Coréias”

Faz pouco tempo, estive na Coréia do Sul (posts “Pyongyang”: descoberta no salão do HQ e Malas desfeitas (e saudade no peito), este com fotos). Adoraria voltar e testemunhar esse reencontro entre o norte e sul.

Vi muita gente alegre e viva do lado aberto, e com certeza a Coréia do Norte, apesar do secretismo e estereótipos, mostrará sua gente comum ao mundo. Muito em breve, espero.

Le rendez-vous muet des deux Corées

O encontro mudo das duas Coréias
(acesso restringido a assinantes UOL)

Jamón, jamón

O jamón ibérico de bellota é artigo venerado na Espanha. Há puristas dispostos a pagar um dinheirão por uma peça. Um dinheirão que já sabia ser dos volumosos, mas não a tal ponto. Exemplos:

Jamón Ibérico Bellota Reserva 6 k 5J - 414 euros
Jamón Ibérico Bellota Reserva 8.5 kg 5J - 586,50 euros

A lista segue, segundo Jamón de Bellota.

É ou não é um autêntico dinheirão?!

Um cantinho meu

Descobri um cantinho na cidade onde um café, um vinho, uma refeição e simplesmente uma conversa descontraída podem ter sabor ainda mais especial. Lugar simples, nada afetado e freqüentado pelos daqui e turistas. Trata-se do bar/restaurante Iposa (Carrer Floristes de La Rambla, 14 – mapa aqui), muito bem localizado no centro.

Tem que ser a mesa para dois posicionada em frente à janela. Ela dá para os Jardins del Doctor Fleming, com um parquinho de crianças, cujos gritos enriquecem a trilha sonora do lugar. Mesmo fechando os olhos, essa mesa não defrauda. Mais ao fundo da paisagem, a construção sólida do antigo Hospital de la Santa Creu (considerado um dos mais antigos da Europa) completa a vista. Quem conseguir essa mesa, seja pela manhã, tarde ou noite, sentirá – e aposto uma rodada que sim – a vibração saudável de quem desfruta do momento.

O bom adicional dessa mesa é a localização. O mercado da Boqueria está a poucos metros de distância, assim como as Ramblas. Também é possível alcançar a Rambla do Raval sem mais esforço, sempre observando os detalhes e as pessoas.

Não opino sobre a comida do Iposa, que jamais experimentei. Alguns amigos, porém, dizem que é boa. Além do mais, o Marquitos, chef gastronômico, manda na diminuta cozinha do lugar. Fico devendo fotos desse meu cantinho, que permanecem na câmera. A prévia, porém, está aqui.

¡Qué morro!

Existe uma expressão fundamental do cotidiano em castelhano: “¡Qué morro!”. Equivale ao também essencial “Mas que cara-de-pau!”, que pode ser insubstituível como reação a ou para definir algo absurdo.

“¡Qué morro!”, pensei imediatamente após ler uma manchete do El País, publicada ontem. Dizia assim:

Los mandamientos pasan de diez

El Vaticano señala como pecado dañar el medio ambiente, drogarse o ser rico - Benedicto XVI lamenta que el mundo esté perdiendo el sentido del mal

Assim que ser rico é pecado? Bom saber.

O texto na íntegra aqui.

Os gigantes de Barcelona

Não é lenda urbana: eles existem!

« Novas postagens · Entradas antigas »